Categoria: quarentena

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Criança não é válvula de escape em momentos de crise

Aqui no Brasil, já são mais de 20 mil denúncias de maus-tratos e violência às crianças apenas no período da quarentena (Dados da ouvidoria do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, colhidos pelo Disque 100) e é perfeitamente esperado que esse seja um dado muito inferior ao que de fato vem acontecendo, tanto em função de subnotificação quanto em função da naturalização da violência contra a criança. E, certamente, essas denúncias de maus-tratos dizem respeito a formas extremas de violência. Se formos considerar as violências morais, emocionais e psicológicas que as crianças vêm sofrendo neste período, e que muitos cuidadores não problematizam como sendo formas de violência, certamente teríamos um número maior de denúncias de maus-tratos do que o já gigantesco número de mortos que temos aqui no Brasil.

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Contra a ansiedade da pandemia: cores, sons, cheiros, gostos e afetos

Quando estamos em sofrimento, esquecemos que habitamos um corpo que é muito potente. Ele se molda aos desafios que vivemos. Mas é preciso dar uma forcinha. Mude a rotina. Mude as práticas. Faça coisa que você consideraria sem propósito. E, tão importante quanto, estimule as crianças a fazerem o mesmo, envolva-as nas atividades. Isso também é ciência, ciência a favor da humanidade, ciência para persistirmos, ciência para resistirmos, ciência para melhorar vidas.

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Maternidade, sociedade e o desejo de normalidade: um debate necessário

O preço do nosso passeio pelas ruas e dos nossos fartos abraços sem máscara é alto para quem não tem esse direito na dita normalidade. Para muitos e muitas de nós, esse isolamento social não é novidade justamente em função da normalidade pela qual tantos de nós clamamos. Quem aceitamos deixar para trás quando desejamos que o “normal” retorne? É preciso pensar sobre isso. Ainda que não seja confortável.

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Pode chorar, mãe. Tem que chorar. Você me ensinou

Eu não educo essa garota. Vocês não educam os filhos de vocês. Nós nos educamos, mediatizados pelo mundo. E citar Paulo Freire em meio a tudo isso me torna mais calma. Talvez seja isso… Ter referências sólidas nos dão discernimento para passar por isso. E ensina as crianças a fazerem o mesmo.

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