Como lidar com a emoção à flor da pele e com situações emocionalmente intensas quando somos mães? A resposta é simples: inteligência emocional. O difícil é colocar em prática… E por que? Porque para que possamos agir de maneira emocionalmente inteligente, temos que estar minimamente descansadas. E digamos que estar minimamente descansadas não é bem o forte da maternidade…

Porém, é necessário destinar atenção a isso. Não da boca pra fora, verdadeiramente. Isso não é balela, é pura ciência. Neurociência. Eu te explico.

Temos, de maneira geral, dois “cérebros” que agem em conjunto: o cérebro primitivo e o cérebro racional. O cérebro primitivo é a porção cerebral que fica mais em direção ao tronco cerebral, mais na parte descendente do cérebro. O cérebro racional é a parte evolutivamente mais recente, ficando na parte mais ascendente do cérebro. O primeiro é responsável pelas emoções que determinam nossa sobrevivência: medo, luta, fuga, agressividade, emoções intensas. O segundo, modera tudo isso, para que possamos nos adaptar a diferentes situações.

Então você pode pensar: “Legal! É só colocar o meu cérebro racional pra funcionar que consigo controlar minhas emoções de maneira eficiente!”.

Isso. Acontece que, para isso, precisamos viver em condições ideais: dormir bem, descansar, não passar por estresse crônico, ter uma boa alimentação, etc. Agora me diga, minha querida: quem consegue fazer tudo isso tendo crianças para educar, trabalho pra gerenciar, boletos pra pagar, casa pra administrar, tretas da vida pra desenrolar (sem contar com a situação política em que vivemos, porque aí já vira bagunça)? Aí, o que acontece? Dormimos pouco, comemos mal, vivemos constantemente estressadas, etc, etc, etc. Adeus autocontrole, adeus atividade do cérebro racional, olá cérebro primitivo.

É também por isso que mães devem vir na linha de frente do AUTOCUIDADO: por uma questão de boa sobrevivência! Quem mais passa situações limítrofes, mais precisa cuidar de si. E, como bem disse uma leitora outro dia, cuidar de si não é só passar creminho no rosto, não. Cuidar de si profundamente é se colocar como prioridade. Mudar aquilo que precisa ser mudado. Não ultrapassar os próprios limites.

“Não tenho tempo pra isso”, você pode me dizer.

Se temos tempo para verificar as notificações das redes sociais, por exemplo (ou qualquer outra coisa dispensável que escoa nosso tempo como um sumidouro), temos tempo para meditar, caminhar, ouvir uma boa música, dar um bom beijo na boca. Prioridades… E nós devemos estar entre elas. Por uma questão de inteligência emocional, sim. Mas também de amor próprio. Ninguém ensina uma criança a amar e cuidar de si própria se não faz isso consigo mesma.

Cuidar de si não é gênero de segunda necessidade. É prioritário. É estratégia de resistência. É ferramenta para educar sem violência e para se amar cada dia mais. Quem se coloca como secundária acaba aceitando ser tratada assim. E não merecemos isso.

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Parte do meu trabalho é justamente isso: apoiar mulheres mães para terem vidas mais plenas. E faço isso da perspectiva de 20 anos de formação como neurocientista e doutora em Saúde Coletiva com foco nas mulheres. Se você precisa de apoio, entre em contato pelo e-mail [email protected] que eu te explico como funciona a MENTORIA E APOIO MATERNO.

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